Prólogo:
Essa é uma simples historia, talvez não tão simples assim, deveria começar pelo principio ou por um fato marcante, mas não, começarei por uma carta.
Cara desconhecida,
Desculpe por nunca ter te conhecido, de não ter vivido momento algum de minha vida ao teu lado.
Perdoe também por nunca ter procurado por ti, espero que possa usar de misericórdia para comigo e me perdoe também por não secar nenhuma de tuas lagrimas, de não ter te abraçado nem te beijado.
Perdoe-me por nunca sequer ter passado uma noite ao teu lado, por não ter esquentado-te com o calor do meu corpo nos dias frios.
Queria desejar-te toda felicidade do mundo ao lado de alguém que tenha a oportunidade de te conhecer ou que já a conheça.
Gostaria de fazer meus, todos os afagos e caricias que esta pessoa possa te dar que te faça sorrir tudo quer não pude e que te ame mais do que te amei mesmo sem ter te conhecido.
Uma vez mais me perdoe por nunca ter te encontrado.
Se algum dia por acaso pensar em em juntar-se a mim serás bem vinda.
Quem me dera ter podido saber teu nome…
Sinceramente teu,
Desconhecido.
Com lagrimas nos olhos escrevia esta carta para alguém que nunca viu, mas que desejou ter encontrado todos os dias de sua vida.
Fato difícil de se entender é: por que motivo ele nunca conheceu sua desconhecida? Será que essa desconhecida seria seu verdadeiro amor?
Se a resposta é sim ou não nunca saberemos, o que sei é que Desconhecido morava numa casa antiga na rua dos sonhos não sonhados, o que lhe caía muito bem.
Assim começa e acaba a historia de um desconhecido que nunca conheceu sua desconhecida.
(Wendel Pedersane)